"Quando os jovens de uma nação são conservadores, o sino de seu funeral já tocou" Henry Ward Beecher

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Henry Ward Beecher
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quarta-feira, 20 de março de 2013

Bancada ruralista quer flexibilizar leis trabalhistas


Parlamentares da bancada ruralista querem flexibilizar leis sobre trabalho agrícola e semelhante ao escravo. Uma das medidas é incluir no relatório final da CPI do Trabalho Escravo, iniciada na Câmara em 2012, uma revisão do conceito de jornada exaustiva e trabalho degradante. Os ruralistas consideram a atual caracterização muito rígida e pretendem torná-la mais branda no texto da Proposta de Emenda à Constituição 438, a PEC do Trabalho Escravo.

Para o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS), o fato das autuações por descumprimento de leis levarem em perda da propriedade não é correto. Segundo ele, não pagar algum “item que devia pagar” ao trabalhador “tem muita diferença” do que seria trabalho escravo. Nesses itens não pagos poderiam estar salários, horas extras e benefícios.

Outra proposta da bancada ruralista é a revisão da legislação trabalhista específica para o campo. De acordo com o deputado Moreira Mendes (PSD-RO), é preciso “mais flexibilidade em alguns pontos”. Ele destaca que as oito horas mais duas extras de jornada de trabalho diária não seriam suficientes em períodos de safra. Para ele, os trabalhadores rurais terem jornadas de mais de dez horas, sendo remunerados por isso, deveria ser algo permitido por lei.

A bancada ruralista pretende discutir o tema no Congresso e em audiências públicas para produzir um texto de projeto de lei. (com informações da Rede Brasil Atual)

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Greve de metalúrgicos do ABC pressiona por reajuste salarial


Setores que agregam 46 mil operários paralisam até a conquista de 8% de aumento nos salários
Com greve iniciada nesta terça-feira (18), os metalúrgicos da região do ABC paulista anunciam que só voltam ao trabalho quando todas as empresas do setor concederem reajuste salarial de 8%. Cerca de 23 mil trabalhadores de 64 empresas já conquistaram esse aumento nos salários. No entanto, os outros 46 mil operários da categoria entram em greve por tempo indeterminado.
Para evitar a perda de produção ocasionada pela greve, algumas empresas não esperaram a negociação dos grupos patronais e forneceram o reajuste salarial aos seus trabalhadores. Porém, a greve foi mantida, pois a Federação dos Metalúrgicos de São Paulo negocia com o grupo patronal como um todo.
As assembleias que decidiram a greve ocorreram na última sexta-feira (14). Estão em campanha salarial 70 mil metalúrgicos das cidades do ABC paulista. A principal reivindicação é a de aumento real nos salários, mais o índice da inflação acumulado nos últimos 12 meses.
No último dia 10, os metalúrgicos da região realizaram uma greve de advertência, que teve adesão de 80% da categoria.
Os trabalhadores das montadoras não participam dessa campanha por já terem fechado o acordo salarial para os anos de 2011 e 2012.